A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 01/11/2023

Machado de Assis, escritor brasileiro realista do século XIX, em sua teoria defende a disparidade entre o Brasil oficial - aquele presente nos documentos da constituição - para o Brasil real, aquele efetivamente vivido pelo cidadãos brasileiros país afora. Sob esse viés, é visto como o Brasil real é análogo a situação brasileira atual, haja vista á probleza menstrual que reflete a desigualdade social no país, e com isso duas problemáticas se destacam: as altas taxas de impostos em absorventes higiênicos que limita o acesso para mulheres pobres e os problemas vaginais enfrentado por esse grupo pela falta de acesso à esse material.

Diante desse cenário, é evidente que taxação de absorventes higiênicos limita o acesso de uma parte da sociedade que não possui condições financeiras para bancar o alto custo do produto. Assim, segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas) a carga tributária em absorventes excede mais 30% no Brasil. Nesse viés, o acesso à absorventes higiênicos torna-se um privilégio em que somente mulheres que possui condições financeiras conseguem acessar o produto, já que por ter uma alta taxa comporta-se como um produto de alto custo, e dessa forma excluí o acesso de pessoas mais pobres que não possuem condições para bancar esse material.

Outrossim, é evidente a causalidade entre a inacessibilidade de absorventes higiênicos e os problemas vaginais enfrentado pelas mulheres. Diante disso, segundo dados do IBGE mais 20% das mulheres que não usam absorventes higiênicos sofrem de infecção vaginail. Nesse sentido, por não utilizarem o absorvente muitas mulheres optam por outros materiais não higienizados que venham substituir o material, como sacos plástico,acarretando em doenças pelo acúmulo de Fungos que um material não higiênico permite.

Portanto, medidas fazem necessárias para resolver a problemática. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde por meio de um projeto de lei, elaborar um políticas públicas que incluam o acesso das mulheres ao absorvente higiênico distribuindo gratuitamente em instituições públicas de saúde o material em quantidade requerida pela mulher. Com isso, espera-se combater os desafios para a probleza menstrual.