A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 03/11/2023

A pobreza menstrual, embora muitas vezes negligenciada, é uma expressão contundente da desigualdade social que persiste no Brasil. Trata-se de um problema que afeta milhares de mulheres em todo o país, ampliando as discrepâncias sociais e econômicas. Neste contexto, é essencial refletir sobre como a pobreza menstrual reflete e perpetua as desigualdades em nossa sociedade.

Primeiramente, é fundamental compreender que a pobreza menstrual está intimamente ligada à falta de acesso a produtos de higiene feminina, o que afeta principalmente mulheres de baixa renda. A ausência de medidas governamentais eficazes e políticas públicas para fornecer esses produtos contribui para a perpetuação da desigualdade, visto que as mulheres de camadas sociais mais baixas são as mais impactadas.

Além disso, a pobreza menstrual impacta a educação e a inserção no mercado de trabalho das mulheres, que são direitos fundamentais para o exercicio da cidadania, uma vez que a falta de acesso a produtos de higiene menstrual leva a faltas na escola e no trabalho, prejudicando suas oportunidades de crescimento econômico e social. Essa situação reforça um ciclo de desvantagens e desigualdades de gênero, dificultando o avanço das mulheres na sociedade.

Portanto, para combater a pobreza menstrual e, por consequência, a desigualdade social, é necessário que o governo implemente políticas públicas que garantam o acesso gratuito e universal a produtos de higiene feminina. A Administração Pública por meio do Ministério da Saúde e das Secretarias de Saúde e Secretarias educacionais dos estados e municipios distribuam absorventes de forma ampla e gratuita em seus postos de saúde e escolas, assim como é feito com a camisinha. Desse modo, torna-se menos arduo a luta por igualdade.