A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 16/01/2024

Aldous Huxley defende: “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Tal pespectiva é verificada na pobresa menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil, que é impossibilidade financeira acometida por mulheres no periodo menstrual. Nesse contexto, peercebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza na desigualdade social e nos altos preços dos absorventes.

Nesse cenário, em primeiro plano, é preciso atentar para a desigualdade social e como ela reflete na vida das brasileiras no periodo mentrual. A “isonomia” é a garantia de oportunidades iguais, mesmo em condições diferentes. No entanto, a realidade é pouco isonômica em tal momento, visto que mulheres que estão na linha da miseria ou em situação de rua, estão expostas à todos os meses, no periodo menstrual, a inseguraça e dificuldade em adquirir absorventes. Assim, percebe-se a urgência de proporcionar o fim dessa insegurança para todas.

Além disso, os altos precos dos absorventes ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. No Brasil, a carga tributária em cima de tal produto chega a ser cerca de 34%, em cima de um item de higiene pessoal vital para todas as mulheres de 13 a 45 anos, que podem em algum momento de suas vidas encontrarem-se em situação de probreza menstrual . Como também, as enormes variedade encontradas em farmacias e mercados são focados em luxos específicos, mais focados em encarecer os produtos que entregar variedades de acordo com as diferentes necessidades das mulheres. Dessa forma, para deixar esse obstaculo financeiro para traz, é preciso quebrar o tabu e trazer esse tema para superfície.

Por tanto, urge que o problema seja dissolvido. Para isso, o governo federal deve criar uma agenda econômica mais democrática, por meio da destinação de recursos para a insegurança financeira no período menstrual, a fim de reverter o reflexo da desigualdade social nesse cenário. Tal ação pode, ainda, conter campanhas sociais escolares e em praças públicas, com medidas de doação de absorventes todos os meses por meio da diretoria escolar e distribuição de kits higiênicos para as mulheres em situação de rua. Dessa forma, os fatos não seram ignorados e poderão deixar de existir.