A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 08/02/2024

O documentário de 2019 chamado “Pandora’s box” mostra a vida de alguma mulheres do vilarejo Maasai, onde algumas são forçadas à faltar na escola ou até mesmo abandonar ela por conta de não terem acesso aos suprimentos menstruais. De forma análoga, o Brasil sofre há anos com problemas que envolvem a pobreza menstrual, que é a falta de estrura necessária e/ou itens adequados para a higiene pessoal da mulher durante o período. A pobreza menstrual é de forma direta origem de grande parte da evasão escolar de mulheres no Brasil. Corroboram para isso a ineficiência estatal e a falta de diálogo sobre a assunto na sociedade.

Em primeiro lugar, é válido destacar culpa principal da ineficiência estatal. O jornalista Ricardo Boechat diz: “A política tem que ser entendida, para merecer este nome, como uma ação cuja abrangência alcance todos os cidadãos.”. Sendo assim, é visível que o Estado não consegue suprir a necessidade de todos os cidadões quanto à higiene pessoal obrigatória, uma vez que os altos preços se tornam empecilhos para mulheres cujas rendas não conseguem incluir tais itens. Visto que, de acordo com o artigo 196 da Constituição brasileira a saúde é um direito de todos e dever do Estado, se vê uma clara ineficiência estatal.

Segundamente, a insciência da sociedade sobre o assunto tem papel secundário na continuedade da pobreza menstrual. O pensador grego Cícero diz: “A ignorância é a maior enfermidade do gênero humano”. Assim, a estigmatização da menstruação corrobora para a evasão escolar, já que, por conta de comentários ou situações constrangedoras que as jovens possam viver muita das vezes se ausentam do período escolar. Posto isso, é necessário que debates a cerca do tema no âmbito escolar sejam incentivados para incluir a população na causa.

Portanto, se vê uma continuidade dessa problemática no Brasil e com urgência a busca de uma solução. Para isso, o Estado pode incentivar que, por meio da mídia, documentários com profissionais da área da saúde visando inserir e informar as pessoas sobre o problema, além de diminuir o custo ou instalar uma gratuidade em itens de higiene pessoal obrigatória. Assim, será possível que esse empecilho se minimize gradativamente.