A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 09/02/2024
Define-se pobreza menstrual como a falta de condições para a realização da adequada higiene menstrual, sobretudo, devido à ausência de itens básicos, como absorventes, acesso à serviços de saneamento básico, além da falta de informação e conhecimentos sobre o tema. É nesta perspectiva que a pobreza menstrual é reflexo da desigualdade social no Brasil e afeta a integridade física e mental de mulheres que se encontram nesta situação. Prova disso, são as mulheres que utilizam papel higiênico ou miolo de pão como absorvente nas prisões.
Dessa maneira, segundo o Papa Francisco, “A pobreza não é fruto do destino, é consequência do egoísmo”. Deste modo, as populações femininas mais fortemente vitimadas pela miséria, pobreza e questões sociais são as que apresentam maior vulnerabilidade a pobreza menstrual, a exemplo das moradoras de rua e mulheres em privação de liberdade. Visto que, a pobreza menstrual é consequência da profunda desigualdade social no país, sendo caracterizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um problema não somente de saúde pública, mas também de direitos humanos.
Assim, a pobreza menstrual é uma questão que afeta diretamente a saúde física e mental das mulheres nesta condição. Uma vez que, elas buscam alternativas mais baratas e econômicas na impossibilidade de adquirir itens básicos, mas que podem provocar sérios danos à saúde física, como irritações, alergias e até infecções graves, e mental por gerar desconforto e discriminação. Como fica perceptível, no desenvolvimento da Síndrome do Choque Tóxico ocasionado pelo uso prolongado do mesmo absorvente. Dessa forma, escassez menstrual é um efeito deplorável que impede o acesso dessas pessoas a uma vida digna.
Portanto, a escassez menstrual é o resultado da desigualdade social quando traduzida na pobreza econômica e põem em risco a integridade da mulher no Brasil. Então, cabe ao governo promover a educação menstrual por meio de palestras, panfletos educativos em escolas e postos de saúde, além propagandas informativas nos meios de comunicação. Ainda, cabe a ele garantir a ampliação de políticas que garantam o fornecimento de itens de higiene, como absorventes.