A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 09/02/2024

A Constituição Federal de 1988 tem como princípio básico a saúde disponível para todos os cidadãos. Entretanto, a saúde menstrual das mulheres que vivem em situações de vulnerabilidade financeira fere a legislação. Isso ocorre por falta de medidas públicas efetivas e pela ausência da consciência da população sobre a importância do problema.

Diante disso, segundo o G1 (canal de notícias brasileiro), a maioria das mulheres que vivem em regiões periféricas não tem acesso a higiene íntima quando estão passando por um ciclo menstrual, tendo que deixar de viver a sua rotina normalmente pois não tem acesso aos absorventes íntimos, algumas mulheres acabam colocando a sua saúde íntima em risco, estancando a sua menstruação com papel higiênico, tecidos ou até mesmo miolo de pão.

Ademais, a desconsideração pela saúde íntima feminina no Brasil é uma das causas do problema. Nesse sentido, muitas mulheres acabam sofrendo com doenças vaginais sem auxílio de um médico ginecologista. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke confira - se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre com os princípios da Constituição Federal.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse, o Estado junto com o Ministério da Saúde deve solucionar esse problema, através da distribuição de absorventes gratuitos nas escolas e em postos de saúde pois são locais de fácil acesso, por meio de um projeto de Lei entregue á Câmara dos Deputados, afim da higiene básica dessas mulheres. Desse modo, viveremos em uma sociedade onde a Constituição Federal é colocada em prática.