A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 20/02/2024

A Constituição Federal de 1988 define a vida como direito fundamental dos indivíduos e preceitua a saúde como garantia a todos e dever do Estado. Entretanto, torna-se notório o distanciamento deste preceito a partir da análise da nitidez do crescimento da pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil, haja vista que fica clara a indiligência governamental acerca da garantia dos cuidados à saúde da mulher brasileira. Em função disso, é perceptível que a resolução de tal adversidade conta com a imprescindível participação das esferas sociais e de Poder Público, as quais devem objetivar, juntas, o bem-estar coletivo.

Nesse viés, é primordial destacar que, apesar da fundamentalidade de ações sociais a favor da viabilização da saúde da mulher, é de suma importância a aplicação do investimento e do apoio governamental como principais ferramentas para a atenuação de tal impasse, uma vez que o Governo Federal deve cumprir sua função de promover a coesão e equidade da população. Dessarte, fica clara a necessidade de aproximação entre o Ministério Público e a coletividade, a fim de que os projetos de saude pública atendam às necessidades dos habitantes.

Sob a perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado foi criado para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Sendo assim, é notório o rompimento deste contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que a desigualdade social presente no Brasil desde a Era Colonial provoca dificuldades no acesso à saúde de forma igualitária.Por conseguinte, fica evidente que a desarmonia social brasileira ,em relação a questão da saúde no País, ocorre em função da escassez de políticas públicas que tenham como finalidade a equidade desse acesso entre os distintos setores sociais.

Infere-se, portanto, a necessidade da criação de medidas que venham para amenizar a recorrência da pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social. Assim, cabe ao Governo Federal o investimento financeiro em programas públicos que não só promovam a distribuição de itens de higiene básica,mas também sejam responsáveis por conscientizar os brasileiros quanto a importância deles no dia a dia,a fim de ampliar a saúde no Brasil e para que a qualidade de vida da mulher seja preservada. Logo, a problematica deixará de ser um impasse para o País