A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 01/06/2026

Somente em 1932 no governo de Gétulio Vargas as mulheres ,no Brasil, vieram a possuir o simples direito de votar, graças a pressões feitas por grupos feministas para que o então presidente as ajudassem.Sendo assim,percebe-se que ao longo da história as necessidades femininas foram sempre colocadas de lado, já que demoraram de serem concretizadas.Com a pobreza menstrual a situação não é diferente,ela ainda é real e segue confirmando a desigualdade social no país.Isso o-corre por conta de: um ´´parasitismo capitalista``,e pela misóginia sistêmica.

Dado o exposto,é importante discutir como o sistema capitalista fomenta a desi-gualdade social no país , ocasionando pobreza menstrual.Nesse sentido, no estudo da biologia existe o conceito de ´´´parasitismo``, que ocorre quando a espécie parasi

-ta se beneficia da outra ,causando danos a espécie hospedeira.Nesse caso, há um parasitismo capitalista ,que por visar o lucro máximo do mercado ,acaba esti-pulando um alto preço em produtos de saúde feminina , como os absorventes,para que assim se beneficiem com um lucro maior , gerando prejuízo para saúde da população feminina de baixa renda.Que não consegue arcar com o custo imposto.

Assim,o fato de ainda se discutir a problemática da pobreza menstrual revela que a saúde das mulheres vulneráveis não é garantida,carecendo de políticas públicas.

Outrossim, vale destacar que a pobreza menstrual é fruto de uma desigualdade

social e sistêmica,resultado de uma cultura patriarcal que retroalimenta a proble-mática.Sob essa óptica,entende-se o patriarcado como um fenomêno social que in-ferioriza a figura feminina na sociedade.Assim,infere-se que ao subalternizar os cor -pos femininos, suas necessidades também são negligenciadas.O que é mais forte em mulheres vulneráveis,pois a misóginia enrustida desqualifica a necessidade de de combate da questão.Isso faz com que o tema não seja devidamente discutido na sociedade civil,corroborando para a invisibilidade do problema,gerando sua insistê-ncia.Por isso,nota-se a urgente necessidade de participação da civilização.

Dessa forma,cabe ao Estado, que por meio de politicas públicas vise a criação de núcleos de discussão social,mas também o apoio financeiro à essas mulheres, mitigando a invisibilidade patriarcal, e mitigando o ``parasitismo capitalista.