A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 17/05/2024
Durante a Idade Média para alguns homens a menstruação era vista como algo venenoso, achavam que era uma doença mensal que poderia estragar vinhos e as colheitas. Diante dessa perspectiva, é notório ressaltar a pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil. Nesse prisma, é válido destacar dois aspectos importantes: a negligência governamental e o preconceito machista.
Em primeira análise, é evidente a negligência governamental como um dos principal fator. Segundo o filósofo Thomás Hoobes “É dever do Estado proporcionar meios que auxiliem no progresso de toda coletividade”. Portanto, esse direito não é garantido aumentando o índice de desigualdade, a falta de absorventes para a população feminina leva a situações precárias de saúde, no qual são obrigadas a colocarem resto de pão como miolos, trapos de pano, gerando possivelmente uma grave infecção. Assim, acabam se tornando seres inexistentes perante a sociedade.
Ademais, é fundamental apontar o preconceito machusta e patriarcal na sociedade. O documentário “Absorvendo o Tabu” vencedor do oscar, retrata o estigma da menstruação na Índia, no qual as mulheres são tratadas com indiferença pela parte masculina apenas por menstruarem, portanto, essa realidade vem sendo enfrentada por parte das mulheres, conseguiram criar uma máquina para fazer absorventes biodegradáveis com baixo custo. Tal iniciativa deveria ser apoiada pelos superiores no Brasil, no qual tratam essa causa com desprezo.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. É válido ao Ministério Público, criar leis que faça a garantia que toda mulher tenha acesso há absorventes, promovendo a distribuição gratuita por meio de postos de saúde, afim de que nenhuma mulher fique desamparada em seu período menstrual, por intermédio, do Ministério da Saúde, destine verbas com o intuito de ampliar consultas com ginecologistas para a população feminina desfavorecida, por fim, cabe ao próprio indivíduo em seu senso comum, entender que o período menstrual é algo normal que acontece com todas as mulheres. Assim, não haverá desigualdade em nossa sociedade.