A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 06/09/2024

“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. A afirmação, atribuída ao dramaturgo Irlandês Oscar Wilde, pode ser aplicada à pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social, já que é a falta de incômodo social que se consolida como um regresso para a nação brasileira. Assim, a banalização midiática e o descaso governamental contribuem para essa problemática.

Primariamente, vale ressaltar que a banalização midiática assola o país. Nesse sentido, quando se trata da desigualdade social na pobreza menstrual, a mídia se mostra numa bolha que acaba se tornando um meio de influência direta para com a população, principalmente, para as que menstruam. Nesse viés, o sociólogo Émile Durkheim diz que “O indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido…”, reforçando a ideia de que a comunicação no assunto pobreza menstrual, está muito escasso, devido à falta de pauta. Por conseguinte, é indispensável uma discussão do mesmo.

Além disso, é notório que o descaso governamental se constitui um fator para a não resolução dessa temática. Dessarte, pessoas que fazem uso de absorventes, e que não tem condições de pagar, procuram outros meios, como uso de contraceptivos, para que não menstruem por conta do alto valor. Informação fornecida pela ONU. Outrossim, para essas pessoas, problemas como infecções urinárias, candidíase e infecções vaginais estão muito presentes em sua vida. Em vista disso, debater sobre esse tema é crucial.

Portanto, é de suma importância que sejam tomadas medidas para que a pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social não acarrete mais em problemas no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Estado – ente administrativo de determinado território e atendimento à população – promover a educação menstrual nas escolas e na sociedade em geral, por meio de palestras e distribuição de absorventes de graça nas escolas e postos de saúde, a fim de diminuir a pobreza menstrual e doenças ocasionadas pelo mesmo. Assim, logo, estará fazendo jus às afirmações de Oscar Wilde.