A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 10/10/2024

A pobreza menstrual, ou seja, a falta de acesso a produtos de higiene, portanto infraestrutura adequada e educação sobre menstruação, é um reflexo direto da desigualdade social no Brasil. Porém este problema afeta milhões de pessoas que menstruam, principalmente aquelas em situação de vulnerabilidade.

No Brasil, segundo dados recentes, uma parcela significativa da população vive em situação de pobreza, e a pobreza menstrual é uma de suas manifestações mais visíveis. Por isso pessoas em condições precárias muitas vezes precisam improvisar o uso de materiais inadequados, como panos e jornais, para conter o fluxo menstrual. Para que essa realidade não apenas prejudica a saúde física, aumentando o risco de infecções, mas também impacta a saúde mental, causando constrangimento e reforçando a exclusão social.

A falta de acesso a itens básicos de higiene menstrual está intimamente ligada à disparidade econômica e à desigualdade de gênero. A educação menstrual, que deveria ser inclusiva e acessível em todas as camadas sociais, muitas vezes é negligenciada em escolas públicas de regiões mais pobres. Meninas e adolescentes acabam faltando às aulas durante o período menstrual, o que compromete seu desempenho acadêmico e, a longo prazo, suas oportunidades de ascensão social.

Além disso, o custo dos produtos de higiene menstrual, que são considerados itens de primeira necessidade, permanece elevado para muitas famílias. Portanto em um cenário de crescente desigualdade, onde a renda é concentrada nas mãos de poucos, a tributação de absorventes como produtos de luxo agrava ainda mais o problema. E com isso os Movimentos sociais e ativistas têm pressionado o governo para distribuir absorventes de forma gratuita em escolas e postos de saúde, além de promover a conscientização sobre a saúde menstrual. No entanto, avanços concretos ainda são lentos e limitados.