A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 16/10/2024

Na obra “Ultopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada a história de uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e de problemas. No entanto, o que se observa, na realidade brasileira contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que a pobreza menstrual tem reflexo na desigualdade social apresentando alguns desafios que impedem a concretização da teoria de More. Dessa forma, convém analisar e discutir a falta de acesso de um produto menstrual e a grande desigualdade social em relação a esse tema.

Diante desse cenário, deve-se ressaltar a falta de distribuição de absorventes menstruais como um dos impulsionadores do problema de pobreza menstrual nessa perspectiva, Thomas Hobbes, em seu livro “levitã”, defendia a obrigação do estado, em proporcionar meios que auxiliem o progresso no corpo social. Entretanto, as autoridades competentes rompem com essas conformidades, como por exemplo neste país há uma carga tributária de 34,48% maior que alguns tipos de computadores. Logo, é inaceitável que a situação pendure na corporação brasileira, caso contrário, trará mais consequência maiores para a pobreza menstrual.

Além disso, a desigualdade é mais um dos fatores que corroboram na pobreza menstrual. Conforme Friedrich Nietzsche, a desigualdade de direitos é a primeira condição para que haja direitos. Condições suficientes para arcar com as despesas de absorventes higiênicos. Assim sendo, é inaceitável que a situação perturbe na corporação brasileira visto que deveria ser dever do estado dar uma ajuda para essas mulheres, em situações de vulnerabilidade.

Por tanto, é necessário que o ministério da saúde, que é responsável por cuidar do bem estar da população, instalem postos, ou pontos de distribuição de absorventes higiênicos, para que as mulheres de baixa renda não precisem se preocupar em algum momento ficar sem está higiêne.