A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 14/10/2024

A pobreza menstrual: um obstáculo à saúde e educação das mulheres

A pobreza menstrual, que afeta milhões de mulheres em todo o mundo, representa um sério problema de saúde pública e social. Ligado a isso, faltam produtos de higiene, educação adequada e condições de saneamento para muitas mulheres que menstruam, comprometendo tanto a dignidade quanto o bem-estar físico e emocional. Seguindo o pensamento, dados da ONU( Organização das Nações Unidas) e do UNICEF -Fundo das Nações Unidas para a Infância- apontam que essa situação transforma a menstruação em um obstáculo significativo para a saúde, a educação e o desenvolvimento pessoal, principalmente entre as populações mais vulneráveis.

Além disso, a falta de absorventes reflete desigualdades sociais e econômicas. No Brasil, a carga tributária de absorventes, 34,48%, supera a de produtos como computadores, demonstrando uma insensibilidade social em relação à saúde feminina. Ademais, a carência de infraestrutura adequada nas escolas, com a ausência de banheiros e papel higiênico para muitas alunas, agrava as condições de higiene, levando a infecções e outras complicações de saúde, como cistites e candidíase.

Ainda, a pobreza menstrual afeta diretamente a educação, com muitas meninas abandonando as aulas por não terem absorventes. Logo, esse problema reforça o ciclo da desigualdade, pois a evasão escolar limita as oportunidades de melhoria de vida. Portanto, é urgente que políticas públicas garantam o acesso universal a produtos de higiene menstrual, como a redução de tributos e a distribuição gratuita em escolas e centros de assistência.

Portanto, o Governo Federal, em parceria com ONGs e secretarias, deve implementar a distribuição gratuita de absorventes em escolas públicas e centros comunitários, junto com campanhas sobre saúde menstrual. A iniciativa deve oferecer absorventes reutilizáveis e coletores menstruais, abordar cuidados para reduzir infecções e reduzir tributos sobre esses produtos. Somente assim, será possível combater a evasão escolar e garantir que a menstruação não seja um obstáculo à educação e dignidade.