A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 14/10/2024

A pobreza menstrual, tem se mostrado um grave problema de saúde pública e social no Brasil, esse fenômeno afeta principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A questão que não se limita apenas à dificuldade de adquirir absorventes, mas também a falta de saneamento básico, informações sobre saúde menstrual e o estigma social que o acompanha. Assim, a pobreza menstrual é diretamente ligada a desigualdade social.

No Brasil, pobreza menstrual se mostra através da exclusão e do difícil acesso a serviços básicos de saúde. Muitas meninas e mulheres em regiões pobres, acabam tendo que recorrer a métodos inadequados para conter o fluxo menstrual, isso ocorre porque os produtos menstruais são vistos como itens supérfluos em famílias que precisam priorizar alimentação ou outras necessidades básicas. A falta de acesso a esses produtos, comprometem a saúde física e mental dessas mulheres, agravando o ciclo de pobreza e exclusão.

Neste contexto cita-se ausência de políticas públicas eficazes voltadas para a saúde menstrual, mesmo que o debate tenha ganhado força nos últimos anos, a implementação de políticas, como a distribuição gratuita de absorventes em escolas e unidades de saúde, ainda é discutida. Muitas jovens acabam faltando às aulas por não terem uma maneira de lidar com seu ciclo menstrual, o que impacta diretamente na evasão escolar e limita o acesso à educação, assim, continuando o ciclo de pobreza.

Portanto, a pobreza menstrual no Brasil vai além da falta de absorventes, refletindo desigualdades estruturais que afetam profundamente a vida das mulheres mais vulneráveis. Para combater esse problema, é essencial que tenha maior engajamento governamental e da sociedade civil na promoção de políticas públicas que garantam o acesso a absorventes e à educação menstrual.

Somente assim será possível reduzir o impacto da desigualdade social sobre a saúde e a dignidade menstrual.