A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 15/10/2024
Pobreza menstrual: a face oculta da desigualdade social no Brasil
A pobreza menstrual se refere à dificuldade que as mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, enfrentam para acessar produtos básicos de higiene, como absorventes, além da falta de acesso à educação menstrual . Por conseguinte, trata-se de uma questão de saúde pública que reflete a desigualdade social no Brasil.
Indubitalvemente, a desigualdade é um dos fatores determinantes para a existência da pobreza menstrual, visto que, para muitas mulheres o custo de absorventes é um luxo inacessível. Ademais, muitas comunidades brasileiras não possuem acesso ao saneamento básico, falta de banheiros limpos e produtos de higiene é uma das causas que agravam a saúde durante o período menstrual. Como resultado disso, muitas meninas e mulheres têm sua autoestima, saúde e até educação afetadas, já que muitas faltam à escola durante a menstruação.
Outrossim, a pobreza menstrual também está intimamente ligada à falta de informação, uma vez que, a educação sobre saúde menstrual ainda é precária em muitas escolas da rede pública, o que contribui para mater mitos e tabus em torno da menstruação. É fato que, a falta de diálogo sobre o tema aprofunda o estigma e impede que meninas e mulheres busquem soluções para suas dificuldades. Isso, por sua vez, perpetua um ciclo de desinformação e exclusão que impacta principalmente as mais pobres. Outro ponto relevante, é a ausência de políticas públicas que garantem o acesso universal de produtos de higiene menstrual, que ainda é tratado como descaso pelo governo, reforçando a desigualdade de gênero e social.
Em suma, é visível que a pobreza menstrual é um reflexo direto das desigualdades sociais no Brasil. A fim de combatê-la, é necessário adotar políticas públicas, que inclua a distribuição gratuita de absorventes, o investimento em saneamento básico e a promoção da educação sobre saúde menstrual, principalmente em escolas públicas. Visando garantir a dignidade e o bem-estar das mulheres e meninas, e , ao mesmo tempo, combater as desigualdades presentes na sociedade brasileira.