A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 16/10/2024

A pobreza menstrual é um grande problema no Brasil e reflete a desigualdade social. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), uma a cada dez meninas perdem aula quando estão no período menstrual pois não possuem condições de comprar um absorvente descente, isso demonstra nitidamente como algumas pessoas estão em condições tão ruins, que acabam não tendo acesso à higiene básica. Isso ocorre devido à falta de responsabilidade, tanto civil quanto governamental, tendo em vista que ambas são necessárias para solução.

Segundo a ONU, o contingente de mulheres nessa situação seja em torno de 500 milhões, muitas usando sacolas plásticas, jornal, ou até mesmo miolo de pão para realizar a contenção, essa irresponsabilidade faz com que elas adquiram problemas vaginais, como infecção urinária, candidíase, infecção por fungo, etc.

De acordo com o site “projetocolabora”, uma mulher gasta em média 6.000,00 reais durante sua vida apenas com absorventes, mostrando que também há falta de responsabilidade governamental, pois muitas pessoas não têm condições de compra-los, assim, ficando sem a contenção necessária e utilizando de métodos piores do que sua ausência, isso acontece pois as mulheres não tem acesso à informações, de acordo com a UOL, 36% não sabem nem dizer o que acontece com seu corpo durante o período menstrual.

Ademais, cabem 2 funções ao ministério da saúde, a primeira é conscientizar as pessoas do que fazer em situações como essa e de como seu corpo funciona, utilizando de programas filiados as escolas públicas que visem ensinar as crianças sobre suas condições. A segunda é se juntar às prefeituras para que as farmácias diminuam o preço dos absorventes, aumentando drasticamente a acessibilidade ao produto, apesar disso ser uma medida a curto prazo, pois a longo prazo a desigualdade social deve ser diminuída, tal coisa pode ser feita de várias maneiras, como por exemplo, o governo buscando meios de criar empregos.