A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 25/10/2024
A pobreza menstrual no Brasil reflete a desigualdade social, afetando cerca de 28% das mulheres sem acesso a produtos básicos de higiene, segundo a UNICEF. Esse problema impacta diretamente a vida de estudantes de baixa renda, que chegam a perder até 45 dias letivos por ano por falta de absorventes, limitando seu desempenho escolar e reforçando o ciclo de exclusão e marginalização.
Além disso, a falta de saneamento adequado em 1,6 milhão de residências urbanas, segundo o IBGE, agrava a situação, expondo essas mulheres a infecções e outros problemas de saúde. Esse cenário revela a desigualdade estrutural do país, onde as dificuldades menstruais representam mais uma barreira para o desenvolvimento de milhões de brasileiras.
Para enfrentar essa situação, é fundamental que o governo federal, em parceria com estados e municípios, implemente políticas públicas para distribuir itens de higiene menstrual em escolas públicas e centros de acolhimento social, além de garantir infraestrutura sanitária adequada. Essa medida deve ser fiscalizada pelo Ministério da Saúde, assegurando que as distribuições e manutenções sejam efetivamente realizadas. Dessa forma, ao promover dignidade e saúde, contribui-se para a redução da evasão escolar e para a construção de um país mais justo e inclusivo, onde a igualdade de oportunidades seja uma realidade para todas as mulheres.