A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 27/10/2024

“Utopia”, a famosa obra de Thomas More, onde é retratado uma sociedade perfeita, em que o corpo social é padronizado pela ausência de conflitos e problemas

A pobreza menstrual, para muitos, principalmente homens, não faz nem sentido. Mas é um grande problema, tal que afeta uma camada da sociedade que se encontra ainda mais vulnerável em razão da falta de recursos higiênicos, saneamento básico e informações sobre o manejo da própria menstruação.

Isso pode ser um reflexo na desigualdade social pois existem classes que nem se quer sabem que esse “tabu” é existente, mulheres que não tem condições de manter a sua higiene menstrual por não ter condições de comprar um simples absorvente. Havendo casos de tais utilizando qualquer outro meio que sirva para conter o fluxo.

Em um estudo de Jordana Vieira Rodrigues, foi apresentado como a pobreza menstrual agrava o quadro de desigualdades no Brasil, através de problemas como a evasão escolar que afeta o desempenho e competitividade das alunas. Além do que já foi apresentado anteriormente, as mulheres sofrem muito com outros fatores como dores de cabeça, cólica, etc; e não tendo recursos suficientes, muitas tem que suportar tal dor por não conseguirem comprar remédios ou meios de melhora.

Pobreza menstrual é caso de saúde pública; nas escolas, principalmente do estado, absorventes devem ser fornecidos nos banheiros femininos e o preço dos absorventes nas farmácias também tem de ser diminuídos. Várias dessas garotas correm riscos, utilizando no lugar dos pensos higiênicos, coisas como panos, jornais, ou quaisquer outro que não deva ser utilizado.

Desse modo, concluindo o todo, é notável que essa questão é também questão de saúde, sendo uma desigualdade traduzida na pobreza, onde as mulheres não tão bem condicionadas, sofrem, e não deveriam sofrer.