A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 27/10/2024

A pobreza menstrual, caracteriza-se pela carência de acesso à produtos de higiene, atinge milhões de meninas e mulheres no Brasil, sobretudo as mais pobres. O fato retrata a desigualdade social e limita o acesso a direitos básicos, como educação, saúde e dignidade, demonstrando a importância de práticas que efetivem condições de vida dignas para a população.

No Brasil, a pobreza menstrual é agravada pela desigualdade social, uma vez que as famílias pobres precisam escolher entre produtos essenciais, em que os produtos de higiene íntima perdem sua importância. Para muitas mulheres, as alternativas são panos sujos e papel, que aumentam o risco de infecção. O alto custo dos absorventes para mulheres e meninas e a falta de distribuição gratuita como parte da política fazem com que a economia e as necessidades das pessoas e o governo não correspondam necessidades.

A pobreza menstrual afeta a educação, ao levar meninas carentes a faltar aulas por não poderem comprar produtos de higiene, prejudicando seu desempenho e aumentando a taxa de desistência nas escolas. Dessa forma, atrasa o seu crescimento e restringe o seu acesso a empregos, ao alimentar a roda da desigualdade e impedir que elas melhorem suas vidas.

A única maneira de enfrentar a pobreza menstrual é através da implementação de políticas publicas sobre a distribuição gratuita de produtos de higiene menstrual nas escolas e comunidades pobres e campanhas de sensibilização para redução do estigma. Tratá-lo como problema de saúde pública e direitos humanos é indispensável para reduzir as desigualdades e criar melhores oportunidades para as mulheres brasileiras.