A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 28/10/2024

As desigualdades de gênero estão ligadas à pensamentos que são reflexo do Brasil Colonial, em que as mulheres não eram incluídas na sociedade e eram tra-tadas como propriedades de seus maridos. Dessa forma, essa problemática refle-te nos dias atuais e torna a pobreza menstrual ainda mais presente no Brasil. À vista disso, esse problema ocorre por a população não ser educada sobre o desa-fio que as mulheres de classe baixa passam, e por falta de investimentos públicos sobre campanhas e doações de produtos de higiene pessoal.

Em primeira análise, as escolas brasileiras não mostram para a população a realidade da vida da população feminina de baixa renda, o que faz com que as pessoas não deem a devida importância a pobreza menstrual. Nesse sentindo, a frase “O homem é aquilo que a educação faz dele”, de Immanuel Kant, representa como a falta de sabedoria sobre as desigualdades socias faz com que a população não lute para melhores condições de vida para essas mulheres. Desse modo, a falta de conhecimento torna a pobreza menstrual mais recorrente e oculta para as pessoas.

Ademais, o pensamento patriarcal continua presente nos dias atuais, e é representado pela frase “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconcei-to”, de Albert Einsten. Desse modo, esses pensamentos tornam ainda mais difícil a democratização do acesso a absorventes para as mulheres de baixa renda, por ser um assunto banalizado pela população masculina. Logo, isso ocorre por esse item ser utilizado apenas por mulheres, e por as desigualdades sociais no Brasil continuarem recorrentes por falta de investimentos públicos, que não o são dis-ponibilizados por um preconceito enraizado na sociedade.

Portanto, fica claro que, para resolver esse problema, é necessário que O Ministério da Saúde, que é responsável por assegurar que a sociedade brasil te-nha acesso a uma vida com saúde de qualidade, deve inserir campanhas nas es-colas que mostrem a realidade da população de baixa renda, juntamento com insentivos para doações, por meio de palestras e discussões na sala de aula. Co-mo consequência, as futuras gerações femininas com baixo poder aquisitivo não sofrerão com a pobreza menstrual e terão uma vida mais digna.