A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 31/08/2025
Conforme a ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos objetiva garantir os direitos fundamentais do cidadão, sem discriminações arbitrárias. Em contraponto, em países em desenvolvimento como o Brasil, apresentam-se situações excludentes, como o exemplo da pobreza menstrual. Nesse ínterim, é crucial destacar que a desigualdade social e a sociedade com visão patriarcal, são os principais agentes suscitadores da problemática na coletividade nacional.
Em primeira análise, é notável que a pobreza menstrual está diretamente ligada à disparidade social no cenário brasileiro, visto que as baixas condições financeiras, muitas vezes, impossibilitam a compra de absorventes femininos em detrimento a outras necessidades básicas. Nesse sentido, o filósofo Thomas Hobbes defende a ideia de que " O Estado é responsável por garantir o bem-estar da população." Contudo, a atual posição do governo frente aos investimentos relacionados à pobreza menstrual, opõe-se à afirmação do pensador, já que 25% das meninas brasileiras não frequentam a escola durante seu período menstrual, por fatores econômicos, como explicita o Rádio Senado.
Ademais, vale ressaltar a fala da psicóloga Teresa Cristina ao afirmar que “A violência contra as mulheres nasce em uma sociedade patriarcal.” Desse modo, no Brasil, onde são evidentes resquícios de uma sociedade com a figura paterna no centro das decisões, como pode-se ver no senado e em diversos setores sociais, relegam-se as problemáticas exclusivamente femininas a uma perspectiva de menor importância. Nesse sentido, uma visão mais inclusiva faz-se imprescindível.
Diante do exposto, são incontestáveis os desafios para uma maior visibilidade da pobreza menstrual no Brasil. Sendo assim,é fulcral que o Ministério da Educação movimente a distribuição de absorventes femininos de maneira gratuita, nas residências das famílias que sofrem com a desigualdade econômica. Com isso, equilibrar-se-á uma das barreiras econômicas sofridas por muitas cidadãs, diariamente. Além disso, o Ministério das Comunicações deve divulgar, por intermédio das mídias sociais, os malefícios do patriarcado, a fim de gerar reconhecimento na população, da temática supracitada. Desse modo, a DUDH será respeitada e a pobreza menstrual dirimida, no Brasil.