A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 17/05/2025

O Mito da Caverna é uma alegoria criada pelo antigo filósofo grego Platão para explicar a necessidade de buscar a verdade da realidade para a plena compreensão do corpo social. Ao transpor a ideia de Platão, nota-se que na sociedade contemporânea brasileira, a pobreza menstrual reflete diretamente na desigualdade socioeconômica do país. Em razão disso, a omissão estatal e a carência de debates acerca do tema são fatores que agravam a problemática nacional.

Sob essa perspectiva, a invisibilidade referente aos empecilhos sofridos por essa parcela populacional é um grande desafio que deve ser superado. Nesse sentido, consoante a pensadora brasileira Djamila Ribeiro, para solucionar uma questão, deve-se primeiro retirá-la da invisibilidade. Entretanto, o panorama nacional destoa do pensamento da autora, visto que, no Brasil, os altos índices de mulheres em situação de pobreza extrema e com dificuldades para obter absorventes ainda é um assunto que não possui a sua devida notoriedade, assim, sendo negligênciado da apreciação coletiva. Logo, esse obstáculo precisa ser exposto para conscientizar a população.

Ademais, é necessário entender de que maneira o estado fomenta na desigualdade socioeconômica no processo de adquirir itens de cuidado menstrual. A partir disso, o sociologo Zygmunt Bauman utiliza o termo “Instituição Zumbi” para se referir a entidades que não cumprer com seus deveres. Diante disso, o estado ao negligênciar essa população vulnerável promove uma maior desigualdade e propicia essas mulheres a doenças genitálias que poderiam ser evitadas com ações do governo. Concluí-se que o estado deve tomar iniciativa perante o problema.

Infere-se, portanto, mitigar a pobreza menstrual no Brasil, para isso, o governo - órgão responsável pelo bem-estar social - deve junto ao MEC - Ministério de Educação - por meio de instituições de ensino, criar palestras conscientizando a população sobre o tema. E em parceria com empresas, distribuir itens de cuidado íntimo em pontos de facil acesso. De modo a retirar o estado como omisso e ampliando a disponibilidade de itens de higiene menstrual. Assim, como proposto por Platão, a educação auxilia na compreensão do corpo social verdadeiro.