A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 28/08/2019

Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante a todos os indivíduos o direito à moradia e assistência aos desamparados. Entretanto, nos dias atuais, essa garantia não é efetiva, uma vez que há população em situação de rua no Brasil. Nesse viés, deve-se pontuar a carência de amparo governamental como causa, bem como as questões sociais fomentadoras da problemática.

Em primeiro plano, o órgão estatal se encontra inerte frente ao problema. A esse respeito, o sociólogo Friedrich Hegel defende a ideia de que o Estado deve proteger os seus “filhos”. Todavia, a conjuntura atual é oposta ao pensamento do sociólogo, visto que o governo não possui estratégias para retirar essa parcela populacional das ruas. Logo, é inegável que a questão dos indivíduos abandonados é reflexo da incompetência de planejamento do Poder Público.

Em segundo plano, dilemas sociais estão intimamente ligadas à situação. É indubitável que as pessoas que vão morar nas ruas possuem uma péssima condição de vida, seja por conta do desemprego, de problemas familiares ou psicológicos. De acordo com os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Brasil tem mais de 100 mil moradores de rua, número crescente a cada ano. Com efeito, esse grupo corre perigo, pois estão sujeitos à violência e ao preconceito.

Portanto, urge a necessidade de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é preciso que o Governo, com urgência, por meio de políticas públicas eficientes, forneça moradia, trabalho e segurança aos moradores a fim de proteger seus “filhos”, conforme Hegel. Além disso, é imprescindível que o Estado proporcione tratamento aos padecentes, os quais sofreram com complicações familiares ou psicológicas, por meio da disponibilização de psiquiatras e psicólogos com o intuito de reabilitá-los. Feito isso, garantir-se-á o direito proposto na Carta Magna.