A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 02/09/2019
Massa oculta
Suzanne Collins, em seu livro “Jogos Vorazes”, relata a precariedade de um mundo em que a população, em sua maioria, é marginalizada e não possui reconhecimento algum. No Brasil, moradores de rua enfrentam uma realidade semelhante, se não pior, em que seus direitos constitucionais e humanos não são devidamente reconhecidos. Com isso, surge a problemática de toda uma população vivendo em condições subumanas nas grandes cidades, negligenciadas por sua família e sua sociedade.
Sem dúvida que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Conforme o filósofo Noam Chomsky, os estados não são agentes morais, as pessoas são. Nesse âmbito, deve-se perceber que a responsabilidade pela apatia com relação à situação das pessoas sem teto é, em parte, das pessoas que não tomam medida alguma para reverter esse quadro, haja vista que, embora esteja na constituição o direito de ter uma moradia, se não recobrada, o problema não será revertido.
Outrossim, segundo pesquisas do Ministério do Desenvolvimento Social, entre 2007 e 2008, há, nas principais capitais brasileiras, cerca de quarenta mil pessoas em situação de rua, sendo que 29% estão desabrigados devido ao abuso de drogas. De acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e pensar. Ao seguir essa linha de raciocínio, observa-se que os moradores desabrigados enfrentam um desamparo devido a falta de auxílio que recebem de terceiros, principalmente do governo, que não possui programas de tratamento psicológico ou auxílio moradia com projetos que permitam a reinserção dos desabrigados na sociedade, principalmente no mercado de trabalho. Isso, aliado ao fato de muitos estarem na rua devido às drogas, revela a situação precária das margens mais excluída da população.
Infere-se, portanto, que a problemática dos moradores de rua representa um mal negligenciado pela nação brasileira. Sendo assim, cabe ao Ministérios dos Direitos Humanos reconhecer a necessidade da construção de abrigos para os sem teto, pressionando os governos regionais para o feitio de tais habitações. Além disso, o auxílio psicológico é muito importante na hora de reinserir estas pessoas na sociedade, sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde propor projetos para inserir atendimento médico e psicológico nesses abrigos, a fim de evitar recaídas em moradores de rua, essencialmente em usuários de drogas, promovendo um processo mais humano na busca pela reabilitação destes.Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente, situando-o em um patamar muito superior ao país relatado por Suzanne Collins.