A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 29/08/2019

Conforme o relatório do primeiro Encontro Nacional Sobre População, realizado em 2005, a caracterização da população em situação de rua ficou definida como: grupo populacional heterogêneo, composto por pessoas com diferentes realidades mas que tem em comum a condição de pobreza absoluta, vínculos interrompidos ou fragilizados e falta de habitação convencional regular, sendo obrigado a utilizar a rua como espaço de moradia e sustento. O maior problema linkado a essas pessoas é o preconceito que sofrem e onde locam para viver.

O Brasil possui mais de 100 mil cidadãos em situação de rua, segundo o IPEA. Parte dos indivíduos que se encontram em tal condição, são pessoas sem o ensino médio completo, com um nível de escolaridade baixa, alguns até mesmo possuíam trabalho. Existem diversos casos de violência contra moradores de rua, como o do homem que ateou fogo em um sem teto após acusá-lo de roubo. Um vídeo mostra um morador de rua de 56 anos sendo incendiado, no litoral paulista. A vítima foi encaminhada para o hospital, com queimaduras de 2º grau e o agressor, não identificado, saiu impune. Esse caso mostra o desrespeito com os passantes, prevendo a visão de indiferença com os indivíduos que constituem a sociedade com capital, com essas pessoas.

É inegável que a cada ano mais indivíduos utilizam as ruas como moradia, fato desencadeado em decorrência de vários fatores como a ausência de vínculos familiares, desemprego, violência, falta de autoestima, alcoolismo, uso de drogas, doença mental, entre outros. Esses fatores contribuem para a poluição das ruas com a quantidade enorme e perceptível de pessoas residindo em espaços públicos

Pode-se afirmar que o surgimento da população em situação de rua é um dos reflexos da exclusão social, que atinge e prejudica uma quantidade maior de pessoas que não se adequam no atual modelo econômico. A ineficácia de políticas públicas é prejudicial para o bem estar dos sem teto, pedindo a criação de instituições legais (abrigos temporários) que acolham os moradores de rua, provendo moradia e segurança para os mesmo, um trabalho a ser exercido pelo governo. No geral, essas instituições devem atuar na distribuição de alimentos, roupas e cobertores.