A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 17/09/2019
No livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é retratada a história de uma família de retirantes que tentam fugir da seca e da miséria, do Sertão nordestino. Fora da ficção, vê-se que os pilares de acesso à igualdade e aos direitos fundamentais aos cidadãos não são garantidos, como proposto pela Constituição de 1988, visto que hodiernamente a questão da população em situação de rua no Brasil apresenta diversos obstáculos devido a má distribuição de renda e negação dos direitos básicos. Dessa forma, é evidente um desenvolvimento econômico somado a falta de garantia dos direitos, assim, culminando a desigualdade social.
A princípio, devido a falta de organização quanto a distribuição de recursos e políticas públicas focada nos mais vulnerareis, no Brasil, morar na rua é um cenário presente na realidade, em virtude de a igualdade não se fazer presente na população. Além disso, é notório o descaso sofrido pelos moradores de rua, pois muitos sofrem com o preconceito pela aparência e pela invisibilidade social que corrobora em rejeição das empresa para contratá-los, assim, um desemprego crescente, propiciando o aumento de furtos nos estabelecimentos. Ademais, decorrente a esses fatores advindo do negligenciamento do Estado, a exclusão social é presente na realidade opressa vivida pelos moradores de rua.
Por conseguinte, o Brasil é uma das principais economias do mundo, porém, há indicadores sociais que nos aproximam a países miseráveis, em razão de o desenvolvimento econômico contradizer a ideia de igualdade social, dado que o acesso à educação, saúde e segurança de qualidade abrange apenas pequena parcela da população com boas condições financeiras. De acordo com o geógrafo Milton Santos, a globalização se apresenta como fábula por invisibilizar acontecimentos da sociedade, pois a desigualdade social é perversa, tornando as relações sociais mais limitadas. Outrossim, o desemprego é crônico, a pobreza é crescente, o uso de álcoois e drogas destroem o psicológico dos indivíduos, tornando-os pessoas suscetíveis a perda e sobreviver com a inconstância nas ruas.
Logo, é indiscutível que medidas devam ser tomadas mediante a esse cenário caótico que assola a sociedade brasileira. Portanto, é necessário que o Governo, por meio de ONGs, promova projetos socioeducativos para ajudar os moradores de rua com assistências se eles participarem de cursos e oficinas com a finalidade de incluí-los no meio social, por meio de profissionais e em parceria com empresas, assim, gerar oportunidades de bem-estar social por meio de empregos. Para mais, o Estado juntamente com as políticas midiáticas propaguem o incentivo de ajuda financeira, reabilitação, e principalmente importância de inclusão.