A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 20/09/2019

Segundo a Constituição Cidadã, são direitos sociais: a moradia, a alimentação, o trabalho, a assistência ao desamparados, entre outros. Contudo, devido à negligência do Estado, ao desentendimento familiar e à falta de empatia da sociedade, a população em situação de rua ainda não goza dessas garantias básicas e passa diariamente por situações de humilhação e de violência.

Primeiramente, a falta de atuação do Estado, no sentido de amparar indivíduos em situações frágeis, e de compreensão desses casos por parte de algumas famílias contribuem para a perpetuação desse problema. Segundo dados fornecidos pelo Senado brasileiro, os motivos que levam as pessoas às ruas são, principalmente, o envolvimento com drogas, o desemprego e as desavenças familiares. Desse modo, é possível inferir que não existe, nessas instituições, uma rede de amparo a essa população vulnerável, afinal, esse padrão de isolamento social só é justificável como sendo a última opção para fugir de situações desesperadoras.

Depois, a exclusão vivida por aqueles em situação de rua decorre, entre outros fatores, de um preconceito intrínseco ao pensamento individualista hodierno. De acordo com o pensamento capitalista, cada ser humano é responsável por suas ações e por seu destino, ou seja, por esse prisma, alguém em uma posição desfavorável, como os moradores de rua, é o único culpado pela sua própria situação, sendo, portanto, estigmatizado como ocioso e de má índole. Nesse contexto, o restante da sociedade busca afastar-se desses cidadãos, por falta de entendimento da sua realidade, isolando-os, ignorando-os e, em muitos casos, agredindo-os através da violência física e verbal.

Logo, a fim de fornecer a esses desamparados dignas condições de vida, as prefeituras municipais devem criar programas de apoio social que forneçam abrigo às pessoas em situação de rua, além de tratamento para a dependência química àqueles que necessitam, qualificação profissional para ingressarem no mercado de trabalho, e ações integrativas e socializadoras com o intuito de retomarem seus laços familiares ou construírem novos. Além disso, para fomentar o respeito e a empatia para com essas pessoas, é preciso que as escolas convidem seus alunos e a comunidade a visitar locais de assistência aos necessitados, como asilos e albergues, com o objetivo de proporcionar convívio e compreensão a respeito dessas realidades. Somente assim,  as pessoas em situação de rua terão acesso aos direitos constitucionais do cidadão.

Em relação a isso, primeiramente é preciso compreender os motivos que levam essas pessoas a sofrerem preconceito. Na idade média a pobreza era vista como um infortúnio e portanto a caridade era incentivada pela igreja católica. No entanto, na sociedade capitalista o indivíduo é visto como responsável pela sua desgraça. Tal mentalidade, faz com que pessoas que estão morando na rua pelos mais diversos motivos sejam vistas pelo senso comum como preguiçosas e malandras, o que gera violência e exclusão social por parte dos demais.

Num segundo momento, os efeitos desse problema devem ser abordados, pois afetam de maneira contundente