A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 18/09/2019
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) apontou que o Brasil tem mais de 100 mil pessoas morando nas ruas. Essa realidade é agravada em função das crises econômicas que geram desemprego e mostra a dificuldade do país em mitigar essa situação. Tal problemática é reflexo da invisibilidade social e a falta de políticas públicas capazes de solucioná-la.
Em primeira análise, o filósofo John Locke afirma que as ações dos seres humanos são intérpretes dos seus pensamentos. Seguindo esse raciocínio, é possível notar que o preconceito existente na sociedade e o sentimento de superioridade faz com que os habitantes das vias públicas sejam ignorados e até culpabilizados por estarem nessa situação. Por conta dessa mentalidade, muitos indivíduos são violentados e têm seus recursos, muitas vezes escassos, confiscados pelas guardas municipais, como aconteceu na gestão de João Dória em São Paulo.
Em segundo lugar, a obra ‘‘Utopia" de Thomas Morus mostra uma realidade de perfeição social, harmonia e igualdade. De fato, tal perspectiva não se plica ao contexto de quem vive nas ruas brasileiras, e a intensificação desse problema é oriundo da falta de políticas públicas e da má gestão governamental. Sabe-se que o acesso à moradia, alimentação, saúde e emprego são direitos que devem ser assegurados pelo Estado, visto que sem eles o ser humano não pode sobreviver com o mínimo de dignidade.
Em suma, o problema acerca da população em situação de rua é algo preocupante e está ligado a esfera pública e privada. Logo, cabe à escola promover, desde o ensino básico, o respeito e o engajamento das pessoas no combate a conjuntura exposta, por meio de filmes, teatros e palestras, a fim de fomentar a preocupação social. Além disso, os indivíduos devem ter participação ativa nas reivindicações políticas e precisam cumprir a sua função de cidadão ao escolher nas urnas representantes que tenham como meta a garantia dos direitos e de uma vida digna aos moradores de rua.