A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 25/09/2019

Ao escolher o Brasil para refugiar-se da Segunda Guerra Mundial, o escritor Stefan Zweig publicou, em 1941, o livro, “Brasil, um país do futuro”. No entanto, o problema da população em situação de rua, resultado tanto da carência de políticas públicas, quanto do descaso da sociedade é uma evidencia do não cumprimento da profecia de Zweig.

Primeiramente, a ausência de políticas públicas eficiente corrobora para a pertinência da problemática. Sobre essa questão, é útil mencionar que segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, o direito à moradia é um direito de todos. Contudo, esse direito não é constatado na prática, visto que, segundo o Ipea estima-se que o Brasil tem 101 mil moradores de rua.

Além disso, o descaso da sociedade contribui para a perpetuação da problemática. Quanto a essa questão, é pertinente apontar que conforme São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância. Entretanto, tal declaração encontra-se em nítida oposição à realidade brasileira, uma vez que, a sociedade age com indiferença em relação a essas pessoas.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas públicas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, com o objetivo de reverter esse quadro, o Governo Federal em parceria com a Secretaria Nacional de Assistência Social, por intermédio de programas, devem reintegrar esses indivíduos à sociedade, isto é, garantindo o cumprimento dos direitos básicos desses seres humanos, como por exemplo, direito à moradia, saúde, educação e segurança. Por outro lado, o Estado, por meio de campanhas com a abordagem do tema, deve conscientizar a sociedade acerca da importância da empatia com o próximo pois, desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Dessa forma, é possível aproximar o Brasil do Brasil idealizado por Stefan Zweig.