A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 12/10/2019
No livro O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, é retratado o cotidiano dos indivíduos menos favorecidos. Em uma parte do livro ocorre o processo de gentrificação, segregando e desfavorecendo aos indivíduos de baixa renda. De modo convergente, no Brasil hodierno, os indivíduos em situação de rua são deslocados e retirados da sociedade ficando a sua margem. Tal fato é causado pela falsa sensação de Globalização e a descriminação com base no esteriótipo.
Cabe ressaltar, a princípio, o sentido ambíguo da Globalização. O processo de globalização, que se iniciou no século XX, teve como intuito integrar os países do globo em diversas áreas, entretanto ocasionou um processo de separação de cunho social. Com isso, a empatia pelo próximo e a sensação de um sociedade nacional tem se encontrado como o sinônimo de arcaico. Em vista disso, a falta de auxílio aos moradores de rua tem crescido e favorecido o aumento de indivíduos na mesma situação.
Além disso, a valorização do esteriótipo tem crescido de modo exacerbado na sociedade brasileira. Durante a Grécia Antiga, havia a valorização do belo e de suas estéticas, entretanto essa valorização ocorria de maneira segregacionista, possibilitando a diferenciação nos tratamentos interpessoais. De modo semelhante, esses diferentes tratamentos continuam presentes nos dias atuais, podendo ser percebidos pela objetificação dos moradores de rua por suas condições e aparência. Dessa forma, é favorecida a marginalização dos indivíduos em situação de rua.
Diante dos fatos mencionados, torna-se notório o aumento dos indivíduos em situação de rua no Brasil. Faz-se necessária, então, investimentos em abrigos com boa higiene e condições por parte do governo, além de palestras e propagandas que incentivem a empatia e a inclusão dos moradores de rua por parte dos órgãos midiáticos. Para que consigamos ter um país mais envolvido com as questões da tais indivíduos e com menos moradores de rua.