A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 06/10/2019
Com a Revolução Industrial do século XVIII e o início do capitalismo, a situação econômica e social de muitas pessoas foram alteradas. Embora se tinha a expansão de vagas de emprego nas fábricas, a remuneração era baixa e as cidades não possuíam infra estrutura adequada para abrigar toda a população advinda do campo, logo, a maioria passou a residir nas ruas. No entanto, mesmo três séculos depois, o cenário da era industrial na Inglaterra se repete no Brasil, haja vista que segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o país possui cerca de 101 mil moradores de rua, número que se mantém devido principalmente à exclusão social praticada pela sociedade em massa e a negligência governamental para com a garantia de seus direitos.
“Que país é esse onde o preconceito está guardado em cada peito? Que país é esse onde as pessoas não podem ser iguais devidos a suas classes sociais?”. Esses questionamentos feitos por Bob Marley, retratam a realidade da população em situação de rua no Brasil, em que são tratados com descaso pela sociedade no geral. Segundo um documentário feito por alunos na Universidade Federal de Minas Gerais, com moradores de rua, vários dessas relataram que não são vistos como cidadãos pelas outras pessoas. Consequentemente, é possível prever um aumento da pobreza no país, uma vez que o preconceito impede que essas pessoas recebam auxílios que poderiam transformar suas realidades, bem como oportunidades de emprego.
Além disso, o próprio Estado também não oferece estrutura para os sem tetos se manterem. Isso porque, a Constituição garante que todo cidadão tenha acesso à moradia, contudo, para o morador de rua esse direito lhe é negado, bem como o acesso à educação e saúde. Nesse viés, torna-se evidente que estão sujeitos a maiores perigos, como sofrer e praticar violência como forma de sobrevivência, a contaminação com diversas doenças, devido à precária higienização que têm por residirem nas ruas e a falta de proteção, por exemplo, em dias muito frios, em que muitos desenvolvem hipotermia. Segundo o jornal O Tempo, em julho de 2019, pelo menos três moradores de rua morreram de frio em São Paulo.
Desse modo, medidas devem ser tomadas. Assim sendo, os governos Estadual e Federal, devem acabar com moradores nas ruas, por meio da construção de casas em áreas inutilizadas e em parceria com o setor privado, criarem empresas que prestem auxílios para a cidade, como serviços de limpeza de ruas, a fim de que essas pessoas tenham moradia e condições econômicas de se sustentarem. Ademais, campanhas sociais que mostrem a situação dessas pessoas, divulgadas pela mídia - esta como difusora de informações - são imprescindíveis para motivar a ajuda ao próximo, com o objetivo de que essas pessoas tenham condições de se recuperarem e reinserirem socialmente