A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 06/10/2019
Em sua obra “Utopia” o escritor inglês Thomas More descreve uma sociedade perfeita, caracterizada pela ausência de problemas. Todavia, a realidade social é o oposto da idealização do autor, uma vez que a mesma enfrenta um dos maiores empecilhos para a concretização de tal premissa: a população em situação de rua. Diante disso, é necessária a discussão dos aspectos que contribuem para esse cenário antagônico no Brasil, a fim de melhorar o funcionamento do meio coletivo.
A princípio, é mister pontuar que a baixa escolaridade é um fator comum entre os moradores de rua, evidenciando sua forte relevância em determinar a condição desses cidadãos. Segundo a Pesquisa Nacional sobre a População de Rua, em 2008, apenas 5% das pessoas sem habitação afirmaram estar estudando. Desse modo, segundo o filósofo Kant, o homem é produto da educação, logo, a falta desta também influencia na vida do indivíduo, o tornando propenso a experimentar péssimas condições sociais.
Ademais, convém ressaltar que o indivíduo não vive na rua por preferência, o mesmo é condicionado a adotar essa condição. Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, as baixas condições socioeconômicas são fatores crucias para problemas sociais, incluindo a situação de rua. Outrossim, a falta de escolaridade somada à pobreza, forçam o cidadão a tentativa de sobreviver tendo o viaduto como teto. Nesse aspecto, é indubitável aceitar a persistência de tal problemática.
Portanto, medidas factíveis são necessárias para a resolução do problema. Para isso, cabe ao Ministério da Educação ampliar a divulgação da modalidade de ensino Educação de Jovens e Adultos (EJA), por meio de anúncios em outdoors, em pontos das cidades com grande fluxo de pessoas, a fim de educar essa parcela social e proporcionar aos mesmos a oportunidade de ascender economicamente por intermédio da educação. Assim, a sociedade estará um passo mais próxima da Utopia de More.