A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 12/10/2019

Aristóteles, filósofo grego, dizia que política é a arte de gerir a pólis visando o bem geral. Sendo assim, no contexto atual, os moradores de rua não deveriam ser ignorados pelas políticas públicas no Brasil. Nesse cenário, pode-se citar o alto índice de desemprego e o vício em álcool e drogas como pilares da problemática em questão.

Cabe pontuar, primeiramente, que há sérios problemas de saúde e segurança pública acerca de drogas e bebidas alcoólicas. Nesse sentido, tais condições prejudicam a vida do cidadão tanto de forma econômica quanto familiar, pois gera conflitos. Além desses fatores, os vícios podem acabar por gerar problemas mentais e comportamentais, ocasionando numa debanda para as ruas. Logo, a situação referida impacta diretamente na questão dos sem-teto, uma vez que pode impossibilitar a manutenção de uma residência ou família.

Outrossim, os altos índices de desemprego, quase sempre atrelado a baixa escolaridade, acaba por acentuar o número de pessoas morando nas ruas. Ademais, tal fato também tem influência na segurança pública, uma vez que no desespero de ter o que comer, ou usar, acaba por tornar o crime uma opção. Pode-se citar o filósofo francês Jean-Jacques Rosseau, quem dizia que o homem nasce bom mas a sociedade o corrompe, analogamente, tais condições marginalizadas e sub-humanas transformam o indivíduo em alguém que não era.

Fica claro, portanto, que a população em situação de rua no Brasil precisa de atenção. Logo, cabe a prefeitura, junto a secretaria de saúde, criar programas para acolher tais cidadãos, com atendimento psicológico e médico, onde cada indivíduo teria sua caderneta e haveriam avaliações periódicas com anotações individuais a fim de devolver a dignidade a estes indivíduos. Por fim, tomadas tais medidas, esse povo poderá ser reinserido na política pública nacional.