A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 15/10/2019

A segregação de classes sociais é um assunto muito antigo. A população que vive em situação de rua, está cada vez mais camuflada dentro da sociedade. Sabe-se através de dados expostos pelo Ministério Social, que a maioria dessas pessoas são homens, pobres, negros e pardos e com baixíssimo nível de escolaridade.

Há dois tipos de pessoas dentro de uma sociedade: as que têm solidariedade e as que não têm, isso deixa claro a diferença de classes no Brasil. As pessoas observam os moradores de ruas como pessoas indignas de terem boas condições, sem ao menos procurarem saber como chegaram naquela situação. Essas pessoas são tratadas de forma desumana, são vítimas de maus tratos muitas das vezes, e até mesmo mortos, devido as condições em que se encontram. Tornando-se cada vez mais solitárias, carentes e necessitadas, de afeto, alimento, saúde, moradia e principalmente dignidade. Ainda que sejam “insignificantes’’ dentro da sociedade, esses moradores de rua, em sua maioria, mantêm relações com suas famílias, cerca de 51,9% deles.

As causas mais frequentes de uma pessoa estar em situação de rua, é o alto consumo de álcool e drogas e o desemprego, entre outras menos frequentes. A relação abusiva com essas substâncias, faz com que o indivíduo perca cada vez mais a credibilidade em todos os âmbitos, causando possíveis desavenças. Além de causar forte dependência e prejuízos morais ao indivíduo. O forte desemprego é agravado ainda mais pela baixa escolaridade, que é consequência da falta de quaisquer incentivos, desde a infância. Quem vive nessas situações, recebe cerca de R$2 à R$10 por dia, trabalhando na informalidade, com obras, limpezas, comércio e principalmente como catador de lixo e pedinte. Mas, há também quem trabelhe de carteira assinada e tenha alguma profissão.

Infere-se, portanto, que essa situação está enraizada no Brasil, mas ela deve ser revertida, como na frase de Kant: é preciso defender a causa certa pelo motivo certo. Destarte, é necessário que a população contribua com doações de roupas, alimento, afeto e diálogo para com essas pessoas. O Ministério Social deve agir resgatando essas pessoas, com seus consentimentos, e levando-nas para abrigos, onde receberão o apoio necessário. O Ministério da Educação deve formular campanhas de melhor incentivo aos estudos, para que possam ter formação acadêmica. As empresas podem auxiliar na abertura de oportunidades de emprego para essas pessoas, além de que suas famílias devem estar cientes da situação em que seu parente se encontra, por meio de assistentes sociais. Para que somente assim, haja maior inclusão e que elas sejam notadas e digas e que a frase de Kant mencionada se faça valer.