A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 17/10/2019

Desde o Iluminismo, entede-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a população em situação de rua no Brasil verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente a realidade do país. Nesse contexto, torna-se claro a insuficiência de estruturas especializadas no acompanhamento desse público, bem como o entendimento acerca das necessidades sociais desse arranjo.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais na construção de moradias populares, medidas que diminuiriam drasticamente o número dos moradores em situação de rua no país, e devido à falta de administração e fiscalização pública por parte de algumas gestões, isso não é firmado.

Outro ponto relevante, nessa temática, é o preconceito da sociedade que ainda é agente ativo na segregação desses indivíduos em situação vulnerável nas ruas. Um exemplo disso é a difícil reintrodução dos mesmos no mercado de trabalho devido à intolerância inerente à sociedade brasileira. Seguindo essa linha de raciocínio, o historiador Nicolau Maquiavel sustenta a ideia que os preconceitos têm mais raízes do que os princípios. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para transpor as barreiras à construção de uma nova vida para os moradores em situação de rua.

Diante dos argumentos supracitados, torna-se evidente a necessidade por mais investimento nas construções civis de cunho exclusivamente social, no que diz respeito à reintegração dos mesmos na sociedade. Logo, uma parceria do Ministério da Família com empreiteiras para organizar e aplicar planos de viabilização da moradia própria são necessários para que os cidadãos em situação de rua tenham uma qualidade de vida melhor. Junto a isso, o Ministério da educação junto a população devem aplicar palestras nas escolas ensinando a importância em enxergar no próximo um igual, tornando as  raízes dos princípios mais profundas que as do preconceito. Desse modo, será possível reintegrar pessoas em situação de rua à sociedade.