A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 18/10/2019
A população em situação de rua ficou definida como: grupo populacional heterogêneo, composto por pessoas com diferentes realidades, mas que têm em comum a condição de pobreza absoluta, vínculos interrompidos ou fragilizados e falta de habitação convencional regular, sendo compelido a utilizar a rua como espaço de moradia e sustento, por contingência temporária ou de forma permanente. O surgimento da população em situação de rua é um dos reflexos da exclusão social, que a cada dia atinge e prejudica uma quantidade maior de pessoas que não se enquadram no atual modelo econômico, o qual exige do trabalhador uma qualificação profissional, embora essa seja inacessível à maioria da população.
É inegável que a cada ano mais indivíduos utilizam as ruas como moradia, fato desencadeado em decorrência de vários fatores: ausência de vínculos familiares, desemprego, violência, perda da autoestima, alcoolismo, uso de drogas, doença mental, entre outros fatores. Apesar de não ser muito comum, existem pessoas que escolhem viver nas ruas. É importante ressaltar um ponto: é bastante difícil quantificar o número de pessoas nessa situação do Brasil, pois a maioria dos censos leva em conta o local de moradia das pessoas e as que estão em condição de rua não têm essa constância, o que atrapalha a realização de pesquisas, contabilizações e afins.
Com a Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, foi possível obter dados sobre essa população no país inteiro – e apesar de ser de 2008, é a pesquisa mais abrangente e completa que há até 2017, que leva em conta todo o país. Dessa forma, foi possível traçar um perfil das pessoas que vivem nas ruas: qual o seu gênero, sua idade, sua cor de pele, sua situação econômica. A imensa maioria de quem vive nas ruas são homens.A situação de rua facilmente passa de temporária para permanente no Brasil. Quase metade da população de rua, 48,5%, está há mais de dois anos dormindo nas ruas ou em albergues. Além disso, um terço da população total (30%) está nessa condição há 5 anos.Vimos a necessidade de trabalhos inovadores que possam agregar diferentes setores e saberes, que defendam o fortalecimento de rede de apoio e de serviços, que objetivem a emancipação dos sujeitos, promovam participação social e respeitem sua diversidade. Assim, relata-se a experiência de projeto de extensão que promoveu estratégias criativas para a atuação junto à população em situação de rua, a partir da arte e da cultura. Para tanto, as oficinas de atividades, realizadas semanalmente, promoveram experimentações aos participantes visando à expressão de suas potencialidades, a partir dos temas e demandas pertinentes ao grupo. Na defesa do respeito, da valorização das dimensões e capacidades humanas.