A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 19/10/2019

Sancionada por Getúlio Vargas, em 1988, a Constituição Federal Brasileira garante a todos os indivíduos o direito à saúde, moradia e ao bem-estar social. Conquanto, no que tange a questão dos moradores de rua no Brasil, percebe-se a existência de empecilhos para a concretização de tais preceitos, seja pela falta de ações governamentais, seja pelo uso de drogas ilícitas. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a situação dos moradores de rua deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades em diminuir a desigualdade social, observa-se o crescimento da marginalização e de desabrigados, principalmente nas metrópoles brasileiras. Com isso, é tácito ressaltar a ausência de programas efetivos para dar suporte as pessoas em situação de rua e reintegrá-las às famílias e ao mercado de trabalho, para que possam ter uma vida justa e digna. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Outrossim, é imperativo salientar o vício das drogas como promotor do problema. Na série televisiva americana “Breaking Bad”, o personagem Jessie Pinkman, ao torna-se usuário de drogas, passa a ter desavenças com seus familiares e os abandona, porém, sem condições de possuir um lugar para morar e tendo que sustentar o vício, opta por morar na rua. Saindo da ficção, percebe-se que, na sociedade canarinha do século XXI, essa situação é presente, visto que, os usuários para conseguirem alimentar o vício ficam sujeitos a situações de perigo nas ruas, improvisando seus abrigos em pontes e calçadas e passando por necessidades, uma vez que não possuem alimentação e higiene adequada. Além disso, a falta de apoio familiar faz com que a maioria das pessoas continuem nessa situação degradante.

Infere-se, portanto, para que haja uma diminuição na quantidade de pessoas que vivem nas ruas, faz-se necessário uma intervenção do Governo na causa do problema, por meio da criação de projetos em que psicólogos e assistentes sociais ofereçam suporte para esses indivíduos, abrigando-os em casas de apoio e, em parceria com empresas, oferecer empregos para esses indivíduos, com o fito de reinseri-los no mercado de trabalho, de maneira a oferecer condições dignas de sobrevivência a todos. Além do mais, as ONG’s devem promover mutirões nas ruas, com o intuito de encontrar e levar moradores de rua viciados em drogas a casas de reabilitação, dessa forma eles abandonarão os vícios e terão uma vida saudável. Ademais, cabe as famílias procurar possíveis parentes que estão em situação de rua e tomar as medidas necessárias, de modo a garantir à dignidade a esses indivíduos.