A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 25/10/2019
Ao contrário da visão positivista de Durkheim, Weber entende que os processos e fenômenos sociais são dinâmicos e mutáveis, os quais necessitam ser interpretados, para que se extraia deles o seu sentido. Dessa maneira, a população em situação de rua no Brasil exige uma discussão mais ampla sobre a falha socioestrutural que o problema representa, devido não só a invisibilidade social que essa minoria sofre, como também à falha do governo em garantir os direitos para o seu povo. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para resolver esse impasse.
Convém ressaltar, a princípio, que a sociedade é fator determinante para a falta de amparo com esse grupo social em vulnerabilidade. Nessa lógica, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o país apresenta mais de cem mil pessoas vivendo nas ruas. Por isso, caso os brasileiros não reflitam sobre o assunto, é notório que esse número aumentará cada vez mais ao longo dos anos.
De mesmo modo, destaca-se a dificuldade do Estado em cumprir as leis sobre à cidadania. Nesse sentido, o governo não realiza o direito social de inclusão definido pela Constituição Federal de 1988. Portando, é inaceitável que com a alta cobrança de tributos impostas ao cidadão, ele não possa contar com os seus direitos.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o governo, em parceria com as ONGs, financie abrigos mais flexíveis nas regras em todos os grandes bairros, por meio de uma ampla divulgação midiática que inclua a colaboração de uma equipe multiprofissional capacitada, com o intuito de promover igualdade e dignidade para essa população vulnerável. Espera-se, com isso, que o bem-estar dos envolvidos e o ganho social sejam concretizados.