A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 24/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa no hodierno panorama brasileiro é o oposto do que o autor prega, uma vez que a desigualdade social, sobretudo, observada na grande quantidade de cidadãos em situação de rua no país, apresenta barreiras, as quais dificultam os planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de oferta de emprego quanto do descaso governamental sobre esses indivíduos marginalizados socialmente. Diante disso, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
Em primeiro lugar, é imperativo ressaltar que a dificuldade que essa parcela populacional tem de se inserir no mercado de trabalho é um importante promotor do problema. Isso graças ao preconceito estigmatizado pela sociedade que os impede de conseguir um emprego e, consequentemente, de uma ascensão social. Esse fato se evidencia, por exemplo, no filme “A procura da felicidade”, que retrata um pai, interpretado por Will Smith, que não tem um lar e luta diariamente por um trabalho. Tendo isso em vista, é de suma importância que medidas sejam feitam para reverter esse quadro.
Outrossim, é fulcral pontuar que a perpetuação de moradores de rua no Brasil, deriva, ainda, da baixa atuação dos setores governamentais, no que se concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no país. Ora, se um governo se omite diante de uma questão tão importante, entende-se, assim, o porquê de sua continuação. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater os altos índices de cidadãos em situação de rua. Para tanto, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos humanos conjuntamente ao Ministério do trabalho, reformular politicas de inserção dos habitantes de rua no mercado de trabalho, como por exemplo, a disponibilização de cursos profissionalizantes e palestras que informem sobre os direitos desses cidadãos. Além disso, é necessário que o Governo lance mão dos meios midiáticos, como as emissoras televisivas, para a divulgação de campanhas contra o preconceito social, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas ao tema e se tornem mais atuantes no combate á problemática. Dessa forma, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da desigualdade social, e a coletividade alcançará a Utopia de More.