A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 28/10/2019
Tem sido cada vez mais frequentes, nos mais variados espaços sociais, as discussões em torno da população em situação de rua no Brasil. Trata-se de um assunto polêmico, havendo aqueles que entendem que politicas de segregação aumentam ainda mais o número de moradores de rua e outros que acreditam que é necessário tirar-los da rua a força. Frente a essa controvérsia, uma análise ponderada é capaz de tornar claro que os moradores de rua são violentados todos os dias pelo Estado e pela sociedade civil.
Há quem discorde, alegando, não estar agindo de forma preconceituosa ao se posicionar por ações duras e eficientes para a diminuição do número de moradores de rua. Não se deve ignorar, no entanto, que ao pedir que medidas sejam tomadas, as pessoas não estão preocupadas se tais medidas irão aumentar a marginalização, mas sim que não precisem mais se deparar com o problema todos os dias.
É necessário, considerar ainda que, atitudes como as do shopping de Curitiba, que proibiu a entrada de menores de idade mas que cobrava a identidade apenas de pessoas especificas, nos mostram de que não passam de um preconceito escondido por trás de argumentos pedindo medidas. Como diria Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado.
Diante do exposto, faz-se flagrante que a população em situação de rua no Brasil é negligenciada pelo governo e pela comunidade em torno. Faz-se fundamental que os órgãos governamentais criem ações dignas para a diminuição dos números de moradores de rua. Paralelamente a isso, em casos de dependentes químicos, que o ministério da saúde implemente centros especializados de apoio. É necessário, no atual contexto, que a sociedade civil organizada crie campanhas voltadas a evidenciar que medidas segregatórias estão intimamente relacionadas a preconceitos. Com tais implementações, o problema poderá ser uma mazela passada da historia Brasileira.