A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 09/02/2020
Com o advento das Revoluções Industriais, houve um êxodo rural exacerbado, o que amplificou as desigualdades sociais, consequentemente, a população em situação de rua aumentou. Na contemporaneidade, apesar de todos os avanços da humanidade, essa realidade caótica perdura entre essa minoria desfavorecida. Desse modo, são necessários caminhos para o combate dessa problemática, contudo, a má estruturação governamental e a superestimação do capital corroboram para a perpetuação dessa população nessa situação.
Primordialmente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos Direitos Humanos, prevê, como garantia fundamental, o direito à moradia. Entretanto, indubitavelmente, o próprio Poder Estatal fere a legislação, já que a ineficiência dos programas socioeconômicos de assistência a esse princípio, como o “Minha Casa, Minha Vida”, contribuem para a falta de um lar para essa minoria, deixando-os sujeitos a morar na rua. Sendo assim, as esferas governamentais ao não melhorarem essa ferramenta de regulação de desigualdades sociais, se tornam coniventes a situação dessa minoria. Outrossim, vale ressaltar a frase do filósofo Jean-Jacques Rosseau: “O homem nasceu feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”. Nesse sentido, a frase pode ser relacionada com a realidade brasileira, pois na comunidade nacional, somos influenciados a valorizar apenas as pessoas com alto poder aquisitivo, deixando de lado os indivíduos desfavorecidos. Sendo assim, esse mundo extremamente capitalista, superestima o capital e acaba segregando os menos privilégiados, como os moradores de rua, por consequência, são usurpadas todas a oportunidades desse grupo no âmbito social.
Em suma, são fundamentais medidas para o combate dessa problemática. Para tanto, o Ministério da Cidadania deve criar e melhorar os projetos socioeconômicos de assistência à moradias, por meio de emendas constitucionais, para que essa comunidade obtenha um lar para viver. Concomitantemente, os veículos midiáticos devem produzir campanhas sobre a importância da ajuda às minorias menos favorecidas, utilizando-se das redes sociais, como o Facebook e o Instagram, para que as pessoas em situação de rua tenham mais oportunidades nas cidades. Dessa maneira, essa população escanteada nas metrópoles desde as Revoluções Industriais poderão ter uma melhor qualidade de vida, tendo sua própria casa.