A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 30/04/2020

O experimento social “Would you stop if you saw this little girl on the street?”, da UNICEF, exibe a mudança comportamental das pessoas com Anano, uma garota que atua ser carente. Nesse sentido, a obra foca na descriminação social sofrida por indivíduos que residem nas ruas. Fora da ficção, é fato que as dificuldades sofridas por tais sujeitos estão se amplificando, seja pela invisibilização social, seja pela má distribuição de recursos.

Em primeiro lugar, a problemática é oriunda da falta de atenção social. Dessa maneira, ainda no século XXI, a sociedade brasileira, em grande parte, tem se tornando indiferente aos problemas das camadas mais baixas da sociedade. À vista disso, os comportamentos de exclusão social com quem está em condições precárias são naturalizados, pois estão dentro da construção cultural brasileira. Consequentemente, qualquer tentativa de mudança é dificultada, por traços sociais, e assim a naturalização do problema aumenta.

Por conseguinte, dado a contrariedade da relação pública, entre os necessitados e os demais cidadãos, há um défice de recursos. Isso ocorre porque se fundamentou uma ideologia que obriga a pessoa que passa por tal situação, de algum modo, se ajustar financeiramente e tal comportamento ainda reflete na sociedade brasileira. Assim, os necessitados precisam ir atrás de alguma fonte financeira, mesmo que não possuam capacidade para tal ato. Nesse viés, constrói-se um ambiente inóspito à reinserção social, uma vez que a sociedade não dará suporte para quem precisa e eles, obrigatoriamente, terão que sobreviver à margem de trabalhos informais e esmolas.

Portanto, para que ocorra melhores condições de vida para os moradores de rua, urge que as ONGs, de cada estado, se unam com o Ministério do Trabalho e o Ministério da cidadania. As ONGs cuidariam, nos primeiros meses, fisicamente e psicologicamente de tais pessoas, após o Ministério do Trabalho teria a responsabilidade de emprega-los e, finalmente, o Ministério da Cidadania teria a incumbência de fazer palestras, em centros públicos, sobre a importância de visibilização e ajuda aos necessitados. Somente assim, a sociedade brasileira, gradativamente, abandonará sua visão retrógrada de tais pessoas e evitaremos o mesmo preconceito que Anano sofreu no experimento.