A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 18/04/2020
Na obra ‘Utopia’, do filósofo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita , onde o corpo social é livre de conflitos e problemas. Hodiernamente, no contexto brasileiro, a população em situação de rua afasta a sociedade da descrita pelo filósofo. Desse modo, é necessário obter meios de mitigar essa problemática, causada não só por vícios, como também pela exclusão social.
A priori, é evidente que o vício em álcool ou drogas é uma das razões para ida à rua. Nesse sentido, cabe-se ressaltar que é dever do Estado, contido na Constituição Federal de 1988, assegurar o cuidado aos dependentes químicos. No entanto, nota-se um descaso para com a aplicação desse direito, afinal, segundo uma pesquisa divulgada pelo senado, 35,5% dos moradores de rua estão lá devido à vícios. Portanto, o Estado deve assegurar a inversão desse contexto, visando a retirada dessa população das condições insalubres de viver nas ruas.
A posteriori, é necessário relatar que a exclusão social dificulta a saída dessa camada populacional das ruas. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, na era digital, a invisibilidade social equivale a morte. Paralelamente ao descrito, a exclusão dos sem-teto da sociedade, ocasionada pela invisibilidade nos debates sociais, provoca a permanência destes em condições desfavoráveis à vida. Diante disso, é cabível a modificação da estrutura vigente.
Verifica-se, então, que é necessário obter subterfúgios a fim de solucionar essa inercial problemática. Para isso, o governo deve acionar o Ministério da Saúde, para que esse assegure a diminuição do contingente de viciados, por meio de projetos, efetuados pelos agentes de saúde, que visem captar dependentes químicos sem-teto, e garantir os cuidados para desintoxicação e a moradia para estes. Nesse contexto, o Governo espera que essas medidas mitiguem as populações em situação de rua no Brasil, aproximando a sociedade da descrita por More.