A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 21/04/2020
Na obra Capitães de Areia, o escritor brasileiro Jorge Amado apresenta um grupo de jovens que encontra nas ruas sua única chance de sobrevivência, passando a atuar, em seu âmbito social, de forma ilegal e marginalizada. Logo, o livro se relaciona com um problema que aflige o Brasil, em que a situação precária dos indivíduos que moram nas ruas vem desenvolvendo dificuldades em alguns casos. Com isso, aponta-se como problemáticas a dependência química que levam esses seres humanos a essa condição de vida e a crise econômica vivenciada por eles.
A priori, o consumo de drogas lícitas ou ilícitas causa sua dependência que por vezes podem prejudicar o homem. Assim, percebe-se que de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 35,5% dos entrevistados estão em situação de rua por causa de problemas com álcool ou drogas. Por efeito, a essa pesquisa demonstra que atualmente na sociedade uma parcela dos considerados moradores de rua são usuários de substâncias químicas que acabam se submetendo a viverem em uma conjuntura precária, devido a sua necessidade de consumo entende-se também que esses indivíduos são questão do Ministério da Saúde por causa da sua dependência.
Paralelamente à dimensão financeira, a baixa renda que essa parcela da população tem acaba por vezes gerar uma crise econômica. De tal forma que, segundo dados do Coeficiente de Gini, indicador de concentração de renda de um país, o Brasil é considerado o 10º país com mais desigualdade no mundo, sendo o 4º mais desigual na América Latina. De forma análoga a esse estudo, nota-se que como um dos causadores de desigualdade social se deve a má distribuição de capital, em que os menos favorecidos acabam por passar dificuldades e como não conseguem se sustentar tendem a ser marginalizados pela sociedade e sem condições de uma vida decente se sujeitarem a viverem nas ruas.
Em virtude do que foi mencionado, os fatos supracitados mostram uma realidade que vem ocorrendo no País. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde combater por meios de políticas públicas como campanhas mais rigorosas em relação a consumo de substâncias químicas, a fim de que os usuários não vivam em condições desumanas. Outrossim, compete aos cidadãos combater a má distribuição de renda por meio de ações solidarias que promovem a inserção no mercado de trabalho dessas pessoas que também precisam de emprego e uma remuneração digna. Em suma, a marginalização dos moradores de rua atribui pelo abando social e por escolhas individuais de cada pessoa.