A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 23/04/2020
Na obra Capitães de Areia, o escritor Jorge Amado apresenta um grupo de jovens que encontra nas ruas sua única chance de sobrevivência, passando a atuar, em seu âmbito social, de forma ilegal e marginalizada. Fora da ficção, a realidade brasileira atual ainda demonstra dificuldades envolvendo a situação dos moradores de rua. Nesse sentido, o conflito e o abandono familiar bem como o consumo de álcool e drogas frente a tal problema corroboram para a manutenção da mesma.
De acordo com informações de pesquisar nacionais, muitos indivíduos encontram nas ruas um lar que nunca tiveram, por terem saído de casa por opção. Uma vez que, as relações eram árduas com seus parentes por serem marcadas por casos de violência doméstica, destacando abusos físicos e sexuais. Além do mais, há uma parte que ficou sem uma moradia fixa, devido a miséria, onde foram abandonados pelas famílias que não tinham condições de criar seus filhos. Consequentemente, graças a essas conjunturas, os sem-abrigo acabaram não tendo os direitos dignos do ser humano garantidos pela ONU em 1948 na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Em segundo análise, é importante ressaltar que 35,5% dos sem-tetos estão nessa situação por causa de complicações com álcool e drogas, segundo entrevista realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Portanto, uma grande parte dos residentes são dependentes químicos, que recorreram a tais circunstâncias e começaram a utilizar entorpecentes, pois, eles têm maior facilidade de acesso de compra e venda. Evidentemente, o consumo faz com que estes cidadãos tenham uma falsa idéia de que essa seja a única maneira de fugir da sua realidade. Nisso, observa-se que a ingestão de alucinógenos é uma das principais consequências para a vida nas ruas.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de repensar a condição dos indivíduos sem moradia fixa. Assim, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Economia, promover consultas com psicólogos para oferecer apoio a essas pessoas, além disso, dar-lhes mais recursos para sobreviverem. Outrossim, compete ao Ministério da Saúde com ajuda das ONGs proporcionar que estes usuários possam ter acesso aos centros de reabilitação, de modo que essas pessoas sairiam das ruas por um tempo, e deixariam de ser dependentes químicos. Dessa forma, além de ajudar os moradores de rua com seus conflitos familiares, será possível que eles abandonem o mundo das drogas.