A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/04/2020

Afirma-se que, durante meados da Primeira República, no início do século XX, a população brasileira, sobretudo na cidade do Rio de Janeiro, presenciou a destruição de significativos cortiços pelo Poder Público, o que ocasionou o despejo de diversas famílias de suas moradias. Hodiernamente no país, a situação dos moradores de rua não se encontra na sua melhor fase, com seus números crescendo gradativamente. Nesse contexto, fatores como o desemprego e a ausência de políticas públicas incentivam na elevação da porcentagem da população sem moradia.

O desemprego é um dos principais fatores que influência no número de pessoas sem moradia hoje em dia. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, dentre todos os moradores de rua, 47,7 % nunca tiveram um emprego formal e 52,6% ganham entre vinte e oitenta reais por semana. Significa isso que, sua renda mensal se encontra por volta de oitenta e 360 reais mensalmente, tais números não são o suficiente nem para uma alimentação adequada, muito menos para uma moradia decente. Naturalmente, o desemprego como consequência gera o aumento do número de moradores de rua, devido ao fato de não possuírem renda suficiente para se sustentarem.        Além do desemprego, outro fator que influencia na situação dos moradores de rua é a ausência de políticas públicas. Segundo a IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada -, há cerca de 101 mil indivíduos em situação de rua no país, o que caracteriza ampla displicência na atuação do Governo com essa minoria. É evidente que o Poder público tem a responsabilidade em garantir o bem-comum, e no Brasil não vê-se isso dado que está entre os dez países mais desiguais em uma escala mundial. Desse modo é perceptível que a indiferença do governo sobre a população sem abrigo assim como o desemprego acarreta no acréscimo da população desabrigada nas ruas.

Dessa maneira, percebe-se como o desemprego e a ausência de políticas públicas afetam na situação dos moradores de rua no Brasil. Logo, a dinamização do mercado interno junto ao investimento na estrutura econômica, social e produtiva, para que assim se possa recuperar a renda, levando as empresas a contratar mais funcionários e diminuindo o desemprego. Além disso, o Ministério do Desenvolvimento Social deveria buscar um modo de providenciar centros de alimentos juntamente com moradias provisórias aos moradores de rua para que os mesmos consigam manter sua saúde ao menos. Dessa forma, podendo providenciar melhor vida aos desabrigados enquanto se reerguem dessa situação social.