A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/04/2020

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a população em situação de rua, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Tal fato, se reflete nos escassos governamentais em moradia, medidas que fariam as pessoas que reside nas ruas ter um lugar seguro para morar e devido à falta de administração pública isso não é firmado. Segundo entrevista realizada pela revista O tempo, um homem em situação de rua foi esfaqueado no tórax por um folião fantasiado de mulher, na praça Rio Branco, no Centro de Belo Horizonte, evidenciando a falta de segurança para os moradores de rua.

Outrossim, destaca-se problemas com álcool ou drogas e desemprego como impulsionador do problema. De acordo com Durkhiem, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes em uso exagerado causa problemas com a saúde, familiares e consequências no emprego, como na pesquisa realizada pelo IBGE,cerca de 3% trabalha com coleta de materiais recicláveis e cerca de 29,1% tem desavenças com parentes.

É evidente, portanto, que ainda há entraves que visem garantir a construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério Da Cidadania precisa investir em subsídios temporários para que os residentes tenham alguma segurança e acolhimento. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma a pessoa e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação poderia investir em cursos profissionalizantes visando a empregabilidade futura desses moradores de rua.