A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/04/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante o direito ao padrão de vida capaz de assegurar saúde e bem-estar a todos os indivíduos. Porém, apesar de tratar-se de uma medida eficiente, é evidente, na realidade contemporânea, a deplorável condição da população em situação de rua no que diz respeito ao cenário brasileiro. Com isso, a má distribuição do capital no mundo hodierno, bem como a indiferença social frente a tal problemática, corroboram para a manutenção da mesma

Em primeiro plano, vale destacar que, o território brasileiro é um local com uma incomensurável desigualdade comunitária entre seus habitantes. Nesse sentido, segundo o coeficiente de Gini, indicador da concentração de renda de um país, o Brasil encontra-se na décima posição no que diz respeito à classificação dos lugares com maiores diferenças sociais e, no parâmetro da América Latina, ele aparece em quarto lugar. Nisso, observa-se que a distribuição de capital está descontrolada, acabando por deixar os indivíduos menos favorecidos em situações de precariedade.

Cabe ainda, acrescentar que, grande parte dos cidadãos acabam por esquecer que empatia é essencial para o bom convívio da comunidade. Conforme o sociólogo brasileiro Betinho, o desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade, diversidade, participação, solidariedade e liberdade. De forma análoga a esse pensamento, nota-se que, quando se trata de pessoas que não tem uma moradia para residir, a sociedade tende a menosprezá-las, sem agir com alteridade e dessa forma, não será possível obter determinado progresso humanitário.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de repensar sobre a situação dos moradores de rua no Brasil. Assim, cabe ao Governo efetivar as políticas públicas, por meio de ações beneficentes à porção da sociedade mais necessitada, servindo de exemplificação as campanhas para a reinserção desses indivíduos no mercado de trabalho, a fim de reduzir a desigualdade presente no país. Outrossim, compete ao setor midiático, juntamente com o ministério da educação, informar a população sobre a gravidade de tal assunto no território nacional, mediante a investimentos em propagandas e palestras que retratem a realidade desse grupo de pessoas, objetivando a tocar a população e tentar fazê-la dar mais atenção a esse fato. Sendo assim, esperam-se melhores projeções para o futuro.