A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 23/04/2020
Iniciado oficialmente no Brasil em 1881, o Realismo vem como uma escola literária com característica social e determinista, sendo que as obras produzidas nesse período contavam com representações, em sua maioria, das fraquezas e mazelas do homem. Analogicamente, no contexto hodierno, é comum que a população em situação de rua do país seja subjugada e mal vista aos olhos de pessoas com outra realidade, fazendo assim com que essa população seja marginalizada. Com isso, observa-se uma problemática instaurada no que tange as causas para que ocorra a condição de cidadãos sem moradia, como a evasão escolar e a má distribuição de renda no país.
Em primeiro plano, o abandono escolar é um tópico imprescindível a ser discutido no meio público, pelo fato de que a instrução educacional possibilita diversos meios para a conscientização do indivíduo. Conforme registrado na Fundação de Ação Social (FAS), o perfil dos moradores em quadros de ausência de assistência, bem como o nível de escolaridade, é em grande parte masculina e com ensino fundamental incompleto. Subentende-se então, que a escolarização é um fator determinante para o desenvolvimento do ser, pois por meio da orientação é possível diminuir índices de envolvimento do jovem com álcool, drogas e ausência frequente nas dependências de ensino.
Concomitante ao supracitado, a desigualdade perpetuada a partir de uma precária distribuição de renda no Brasil, sequencia problemas que conduzem uma boa quantidade de cidadãos para situações indignas. Segundo dados do Coeficiente de Gini, indicador de concentração de renda de um país, o Brasil é considerado o 10° país com mais desigualdade no mundo, sendo o 4° mais desigual da América Latina. Evidencia-se assim, como exposto no dado, que a repartição é excludente, gerando uma dificuldade respaldada na condição financeira do brasileiro, sendo isso decisivo para a garantia de moradia do indivíduo.
Portanto, medidas são necessária para mediar o impasse. Uma possível ação benéfica, seria que o Ministério da Educação promovesse campanhas publicitárias acompanhadas de palestras, destinadas à orientação da população em fase de aprendizagem, conquistando assim um modo eficiente para decrescer o gráfico de abandono das aulas pelos estudantes. Juntamente, cabe ao Ministério da Cidadania ampliar políticas públicas que envolvam o acolhimento da população de rua e a diminuição da curva desigual de renda, ocasionando em um sistema que preste auxílio a essa parte de pessoas à margem social. Dessa forma, se concluirá com o objetivo de diminuir a ocorrência da evasão escolar, consequentemente agregando ainda mais informações sobre cidadania para o aluno e tendo uma maior empatia e assistência para com os sem moradia.