A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 24/04/2020
Segundo o sociólogo britânico Thomas Humphrey Marshal “o conceito de cidadania desenvolve 3 elementos: civil, político e social”. Porém a população em situação de rua está em minoria, eles não tem acesso aos direitos básicos de todo ser humano. É negado a moradia, alimentação, segurança e a sua própia dignidade. Todavia, o número de moradores de rua no Brasil cresce a cada ano, fato que contraria os princípios constitucionais, o que se deve tanto a invisibilidade social quanto pela falta de amparo governamental.
De acordo com os últimos dados do IPEA (instituto de pesquisa econômica aplicada) cerca de 110 mil pessoas estão desabrigadas e acabam tendo que viver nas ruas e esse numero só cresce devido a crise que o Brasil tem enfrentado a 4 anos. Assim, por serem considerados socialmente invisíveis, passam a ser alvo de preconceitos. A sociedade naturaliza esse problema por ser cotidiano, tratando os sem teto com exclusão, associando essa condição como uma escolha, além de marginalizá-los, contribuindo para a perpetuação da situação de rua. Dessa forma vê-se que esse grupo social em vulnerabilidade não e tratado com respeito sendo violentados e agredidos verbalmente todos os dias.
Outrossim, a falta de amparo do governo perante essa parcela da sociedade auxilia na manutenção do problema. De acordo com o jornal folha de São Paulo os sem teto passaram pela noite mais fria do ano em 2017 e ao amanhecer foram acordados com jatos de água fria após de limpeza de praça feita por empresa contratada pela prefeitura de São Paulo. A ausência de interesse pelos moradores de rua decorre, muitas vezes, desse grupo não ser politicamente ativo em eleições e decisões políticas, não sendo alvo de projetos públicos e marginalizados pelos próprios governantes, Alem disso, eles estão sendo os mais afetados com a pandemia do corona vírus (covid-19), devido ao baixo acesso a serviços de saúde, materiais para prevenção, além da falta de informação sobre o assunto.
É evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para mudar essa realidade. É necessário órgãos como o ministério dos direitos humanos, façam campanhas midiáticas para inserir os direitos constitucionais à população de rua, com o objetivo de acabar com a agressão que são alvo diariamente, cabe ao governo a criação de mais abrigos direcionados a esse publico, disponibilizar empregos como pintor, pedreiro, em troca de um salario. Outra medida cabível é a atuação de ONGs que, por meio de reuniões com esse público, de a eles o acesso a defensores públicos e psicólogos que os ensinem seus diretos e deveres e também os ajudem a ter consciência social para se reinserirem na sociedade.Com isso o Brasil poderá ter um futuro mais próspero e igualitário.